Este Blog não poderia vir em hora melhor. Registro, agora em público, meu parabéns à Bartira pela iniciativa em concretizar mais um momento incrível por nós vivido.
Há algum tempo, estou com um desabafo engasgado e corroendo a minha alma. Mas esse é daqueles que não basta externalizar verbalmente em uma rodinha de chopp com a cúpula reunida. Esse é para ser registrado, divulgado, propagado, e acima de tudo, praticado.
Qualquer semelhança nos fatos narrados, NÃO é mera coincidência.
Você, mulher, principalmente na fase Balzac, conhece um homem, aparentemente interessante, bonito, trabalhador, inteligente, de família, e disponível no mercado.
Ele te flerta, você corresponde, saem juntos, se divertem, passam a manter um certo contato, e após pouco tempo, um verdadeiro drama mexicano se instala em sua vida.
Esta sutil relação se torna um verdadeiro “chove não molha”. Perdido é pouco. Jogo, então, é tão comum que nem se fala. O tempo passa, rola uma saidinha aqui, depois um sumiço ali, na sequência um cineminha, depois mais uma escapadinha, ligações não atendidas, mensagens não correspondidas e por aí afora.
Prefiro me abster na narração dos detalhes, talvez porque todas vocês já visualizaram este cenário, e com direito a boas risadas, correto?
É óbvio que se eu sei relatar este capítulo, é porque sou apenas mais uma nesta jornada invencível, e sofri na própria pele esta experiência.
Mas, nem tudo está perdido nesta vida. E é exatamente isso que quero compartilhar com vocês, e ao final, concluir com o tal desabafo.
Pouco antes de completar meus 31 anos, tive a oportunidade de conhecer uma pessoa, aqui entre nós, chamada de Marcelo. Como dita a regra, iniciamos com o flerte básico.
Saímos, nos divertimos, e neste período que estivemos juntos, demos ótimas risadas e tivemos momentos a dois incríveis. Mas o nosso verdadeiro tempero, não foi nada disso que citei.
Entre nós, sempre pairou a honestidade. O Marcelo, nunca, em momento algum, me deu um perdido. Minhas ligações sempre foram atendidas, minhas mensagens, por sua vez, sempre foram respondidas, e por último, a verdade sempre foi dita, às claras, sem rodeios, de forma direta e objetiva.
A proposta dele foi de mantermos uma relação aberta e nos curtimos. Sem compromissos e sem cobranças. Eu tive a opção de escolher se eu queria manter isso ou não. E é óbvio que eu aceitei. Afinal, nós balzaquianas, gostamos sim de sexo casual e sabemos que não há problema algum nisso.
O sexo é algo natural, faz parte da experiência humana, é saudável e necessário. E ninguém, jamais poderá negar que gosta de sexo.
Mas neste caso, muito mais que sexo, a tônica estabelecida entre mim e o Marcelo, foi a da honestidade. Ele nunca me enganou. Nunca empatou minha vida. Eu jamais deixei de fazer algo para ou por ele. Tive a oportunidade de conhecer outras pessoas, de sair com minhas amigas, curtir meus momentos de isolamento e de recarga de minhas energias, entre outros que são segredinhos.
Acredito que existem acontecimentos em nossas vidas que estão predestinados, e por razãoes desconhecidas e imotivadas, hoje não me relaciono mais com o Marcelo, sexualmente falando.
Porém, até pouco tempo atrás, eu tinha apenas um amigo homem, com quem sempre troquei confidências e é uma pessoa de total confiança, que é o Rick e todas vocês já o conhecem.
Hoje, meninas, eu falo com muita alegria que tenho 2 amigos homens. O diálogo sincero verbalizado pelo Marcelo, fortaleceu nossa amizade, a tal ponto de falarmos abertamente de “n” assuntos, sem que eu pegasse a famosa “nhaca” dele, como é tão comum acontecer na empreitada do amor.
Verdade seja dita, meninas: Ambos somos emocionalmente inteligentes. Se não houver esta estrutura, alguém sai ferido!
Fato é, que ele ofereceu o que podia naquele momento, e eu recebi exatamente o que eu queria.
Como toda mulher que sonha encontrar a sua cara metade, em um verdadeiro encontro de almas que tanto vemos em novelas e filmes, eu também quero viver este acontecimento e encher a minha casa de fotografias da minha lua-de-mel em Paris.
Ilusão é inerente ao ser humano. Se observarmos, nos iludimos a cada segundo, em ritmo frenético, com coisas, pessoas, situações e lugares.
Mas ao contrário dos homens que nos deparamos, que nos iludem, nos ludibriam, nos enrolam, não nos abraçam, mas também não deixam o espaço livre, tudo por sexo casual, e que ainda empatam nossas vidas, o Marcelo sempre me deixou livre, leve e solta para aproveitarmos os momentos a dois e tudo o mais que podia acontecer e aconteceu. Não houve ilusão alguma, ainda que num piscar de olhos.
E sabem o quanto custou a ambos? Apenas a Honestidade! Sim, honestidade com letra maíuscula, como nome próprio.
O mínimo que podemos esperar de alguém com quem mantemos um grau de intimidade, é a honestidade.
Deixo aqui registrado meu apelo ao universo masculino: Queridos, a vida é muito mais simples do que supomos. Se vocês querem apenas sexo casual, verbalizem tal desejo. Nos dêem a opção de escolher se queremos viver esta aventura, que é muito boa, diga-se de passagem. Abram o leque. Conversem. Esclareçam. Posicionem-se. Ao contrário do que podem imaginar, não é feio assumir desejos e vontades. Isso é apenas ser humano.
Meninas: Lembrem-se sempre desta minha história. Pode parecer que sou sortuda, e até acho que sou mesmo. Mas se aconteceu comigo, pode acontecer com vocês também. Priorizem quem te respeita, quem te trata em pé de igualdade. Quem não chega na sua vida para agregar tristeza, decepções, frustrações. Sejam também claras em suas aspirações, verbalizando-as. Quem quiser gostar de nós, gostará. E gostará mais ainda, sempre que mostrarmos realmente quem somos e para que viemos.
Se todos se espelhassem no exemplo do Marcelo, nós poderíamos sorrir mais para a vida, o mundo seria menos hipócrita, as pessoas não estariam tão desiludidas, e acima de tudo, tão perdidas, o que é, ao meu ver, lamentável!
Marcelo, minha admiração por você ser quem é, e por ter me mostrado que é possível sim encontrar a satisfação sexual sem ilusão e sem rodeios.
Eu levanto a bandeira da honestidade, e incito todas vocês a levantarem também, seja por nós mesmas, seja pelas nossas filhas e netas, que certamente, um dia, poderão se relacionar com alguém que só visa sugar o melhor delas, e em troca, deixar o seu pior, exatamente como sempre aconteceu conosco.
Definitivamente, sexo casual e honestidade, formam um casal perfeito!
Força e Fé a nós todas!